Carmo: voz João Rocha: trompete Cindy: violino Sandra Martins: Violoncelo Rui Filipe: teclados, acordeão, programações e
backing-vocals Nuno Faria: darbukas e outras percussões Rute Maluma: expressão e inspiração corporal
RosaNegra
é uma proposta surpreendente dentro dos caminhos do novo fado, seu
passado e seu futuro. Sendo a voz do fado sempre a voz do destino,
porque um e outro são o mesmo, é natural que se olhe para eles com
respeito mas também com liberdade, a liberdade de encontrá-los à
nossa maneira, dentro da nossa alma fadista.
Matizada por tons
quentes e sombras profundas, os lamentos melódicos da sua música
misturam-se com movimentos tribais, ritmos do deserto acompanhando
uma voz profundamente fadista e aventureira, batendo o pé à
fatalidade, numa teia de arranjos de inspiração ibérica/
mediterrânica/ desértica, com cordas/ trompete/ piano e acordeão,
sempre apontando para o Oriente, cruzando caminhos imaginários de
ir e vir, “num oásis de
esperança eterna, um sentimento de jasmim, memórias do meu
coração”.
«Fado Ladino»
é o nome do poema ao qual pertencem as frases anteriores e é
também o nome deste álbum. Se nos debruçarmos nos significados do
termo, encontraremos toda a carga do seu sentido: ladino é cigano,
é judeu, é espanhol, é mouro, é latino. Mas também é puro,
legítimo, astuto e vivo. Enfim, ladino é o nosso fado porque
ladina é a nossa origem.
Carmo é a cantora de RosaNegra,
com a sua voz e a sua presença cheia de véus, ocultando movimentos
e sons, palavras que nos fazem olhar para dentro, perguntando-nos
porque nos soa tão natural esta música. Será que foi beber a sua
inspiração à fonte de onde viemos?
RosaNegra
é uma produção de RAGA,
produtora totalmente comprometida com a procura de uma estética
musical com voz própria, nossa mas de todos e para todos.
PS: RosaNegra, ao vivo, é um espectáculo envolvente e excitante,
que enche o olho e a alma. Uma cantora, sete músicos, duas
bailarinas e uma VJ, num contexto único e novo, tanto como tudo o
que sempre cá esteve e sempre cá há de estar.
(ENGLISH)
RosaNegra
- Just walking its first steps, with its first live presentation
on last April 27th, RosaNegra
is a surprising new musical project within the ways of the so
called 'new fado', the new approaches to the most traditional
urban Portuguese musical expression, celebrating its past in
order to build its future.
As the voice of 'fado' has
always been the voice of Destiny, being both basically the same
(after all 'fado' also means fate) it is quite natural to look
at them with respect but also with freedom, the freedom to find
them in our own way, inside our 'fadista' soul. Tinged with warm
tones and deep shadows, the melodic moans of its music blend
with tribal movements, rhythms from the desert supporting an
intensely adventurous fadista voice, in a web of musical
arrangements full of Iberian/Mediterranean inspirations, where
percussions, strings, trumpet, piano and accordion always point
and suggest Oriental memories, crossing imaginary paths of
goings and comings, memories from my heart.
On stage, Carmo, the
RosaNegra singer, six
players and one dancer in a stunning performance full of hiding
veils, insinuating lights, movements and sounds, introspective
words that will make us look inside, asking ourselves why does
this music sound so natural. Will it be because it drank its
inspiration from the fountain where we really came from?.......
RosaNegra is a RAGA
production, being RAGA a new production company completely
engaged in the search of our own new musical aesthetics, made
locally to be heard and seen globally.